11 outubro 2006

qualquer hora...em qualquer lugar (o funk de munique)

As coisas, todas elas, deveriam ser feitas com prazer. Sempre. Mude as coisas que você está fazendo ou mude a maneira de fazê-las. Pois quando começa a dar bode, mon ami...

Jogue o jogo e siga em frente, escolha outro jogo e vá brincar, ou mude as regras dos já jogados. Só não fique de canto com o dedo na boca, pois a bagaça É o que nós fazemos dela.


Então não vou falar absolutamente nada de... daquilo. Tratemos de coisas mais leves e menos surreais que não costumam sair em jornais diariamente. Tipo falar que: quem quer que tenha uma merreca mesmo que pequena no bolso, e esta não esteja reservada para algo muito fundamental no seu orçamento mensal. Por favor. Se desloque para algum lugar que tenha água e/ou mato bem próximo. E recarregue na boa suas baterias de paciência, para na próxima segunda tudo estar mais leve.

OBS: para aqueles (como jo) que já haviam comprometido sua última merreca com algo fundamental e bla bla bla , sugiro: vá escutar The Greenhornes e volte a um tempo em que tudo era mais...diferente. Sei lá que tempo é este, 50, 60? Será? Bom, as coisas eram diferentes e talvez por isso eles nos pareçam bem familiares. Inexoravelmente retrô. E por isto mesmo, soa muito atual. Só pra constar, um desses “novatos" é o Sr. patrick keller que toca no The Racounters com o Sr. Jack White(stripes). Esperimente. E aproveite busque por aí, broken flowers (Jim Jarmusch- "ghost dog" e "Down by Law" entre outros) o filme e a trilha(esquizofrênica e indispensável) na qual os greehhornes fazem uma bela présa.

bill muray, catatônico e impagável

OBS2: já, você felizardo que tem a tal pequena merreca e está jogando tuas paradas na mochila prestes a picar a mula, enfie aí em algum lugar um som. Qualquer um dos que te façam dar um tempo de tantas coisas. Pode ser até o dos caras da situação acima. Ou mesmo girando 180 graus sem medo ser feliz, o funk-a-mental: The Poets of Rhythm (mais um do selo Quannum)

Qualquer de seus três álbuns, são todos estupidamente bons. Sugiro discerne/define de 2001. Funk fodão feito por alemães chapados dá terra do chocolate caro, Munique. Pois é. Podes crer. Respeito aos mestres but, retrocomtemporâneo até o osso. Mas isto não importa muito. nénão?


os poetas destruindo tudo


PP:abraço ao dr. kyoshi, que vai ficar devendo a cerveja e o bolo

08 outubro 2006

somewheeere over the rain-bow...

pois bem, lá vamos nós... isquiuuzmi plis.
é com pesar ao invés de surpresa que observo o demorado "day after" do pleito primeiroutubrístico. como eu desgraçadamente havia previsto, tá lá em primeiro lugar o sujeito que rouba(mas faz) dono do nome que eu temo pronunciar só pelo mau karma que isso pode acarretar. se você não sabe a quem me refiro, tome tenência, dê um rolê no site divulga 2006 e tente se divertir com a bizarra lista dos contemplados pelo voto dos habitantes do nosso pitoresco país, deitado eternamente entre um estranho senso de humor e a falta total de bom senso civil. eu acharia até cômico (se não fosse tão trágico)

é freak demais da conta: mandar personas do naipe de Clodovil Hernandez(500 mil apertadas da tecla verde) ou Frank "aúú!" Aguiar(quase 145 mil engraçadinhos e/ou acéfalos) para brasília como nossos representantes em questões extremamete importantes e que dizem respeito a como nossas vidas serão nos próximos anos. quais questões? bom, quando estiver coçando e quiser um naco a mais de consciência sobre as causas de nossas mazelas sociais: voilà! camara.gov

alguns até vão até entender e talvez, num dia sem enchaqueca, este mestre até aprovaria minha apropriação de seus versos:

Essa cova em que estás, com palmos medida, é a cota menor que tiraste em vida.
É de bom tamanho, nem largo nem fundo, é a parte que te cabe deste latifúndio.
Não é cova grande, é cova medida, é a terra que querias ver dividida.
É uma cova grande para teu pouco defunto, mas estarás mais ancho que estavas no mundo.
É uma cova grande para teu defunto parco, porém mais que no mundo te sentirás largo.
É uma cova grande para tua carne pouca, mas a terra dada não se abre a boca.

João Cabral de Melo Neto - Morte e vida Severina (Auto de Natal Pernambucano) 1954-1955


mas é isso aí mesmo. ou talvez eu esteja viajando grandão há 30 e tantos outonos, e daqui há alguns mais 40 e outros, na hora do vamosver a ficha me caia, e eu tenha a cara de dizer:

-Foi mal aê...



trilha sonora: (prá não dizer queu só falei de espinhos) um exemplar espécime da fauna-flora-fina-flor da estrangeiridade brazuca: o sujeito aí de cima, o cantor, compositor e multiinstrumentista paulistano CURUMIN no genial "Achados e Perdidos". o sujeito tem grandes antecedentes e teve a cara de gravar este, que prá mim já é um clássico daqueles bem "malditos"(no bom sentido), moleque atrevido se metendo (com mór classe) em terreno jorgebemz(sem jor)zistico do samba eletro lounge de casa, que dá bandeira de ter escutado muita gente boa nessa vida.
e, de quebra, faz bem pro sistema endócrino.

OBS: lá na gringa, ele é representado(ou coisa que o valha) pela quannum projects, ao lado de capetas como o jovem mestre dj shadow que ainda há de pintar por aqui.

salam aleikum