04 abril 2008

a re-volta(i can't get no...)

Pois bem... de novo a tal história: tempo X prioridades. sobre o que falar não é o problema, já que prá alguém que cortou o Gardenal da dieta o mundo anda muito mal. ou não? então pra que insistir nesta coisa já tão esgotada de escrever em BLOG! Pra quem? Pro ego é que não pode ser, pois aí também seria caso de fracassus absolutis, mal que acomete muita gente que fica se achando por divagar sobre tempo e coisas que tais em espaços gratuitos e entochados de inutilidades que pululam pela ynternéte afora. Alguém lê? Parecemos viver num momento da humanidade onde a imagem ocupa descaradamente o lugar da tal "realidade". Como no conto do Borges onde a busca por um mapa(simulacro) perfeito de um reino, leva os cartógrafos a o ampliarem até o tamanho exato do tal reino e as pessoas passam então a viver sobre o tal mapa. De fato, o problema em sí não é exatamente "as imagens", mas sim o caráter de "verdade" que intencionalmente se atribui a elas. Veja o caso das propagandas na tv. Cria-se uma imagem de sucesso, bem estar ou coisa que o valha. Tipo aquelas famílias em comerciais de margarina. Aproxima-se ao máximo aquela imagem de algo real, palpável e até imprescindível no que diz respeito a ser feliz( quem é que acorda animado daquele jeito?... OK...ok... mas todo dia??) Bom, fica decretado: Ser feliz "é" aquilo. Ser feliz não "é" algo diferente daquilo. Passar "aquela" margarina no pão quentinho é sua obrigação.

Parece tudo meio clichezão nénão? Pois é isto mesmo, um clichê. Uma forma. Um molde. Se encaixe ou você é um looser, um mané. Compre aquele carro bem bacana/fume o cigarro dos mais sábios/beba a cerveja da gostosa/case com a modelo famosa/coma no restaurante da hora/tema tudo que for diferente/ponha um ambervision na cara para ver tudo mais claro/siga em direção a morte por se preocupar demais com a vida/perca o sono pensando na fama/feche logo a porra do vidro do carro!/jogue fora os velhos livros/tome o comprimido pra cabeça que faz mal para o estômago/tenha o microondas que tosta/compre logo sua sepultura(os vermes estão lhe esperando...

De qualquer modo, as imagens estão aí para ficar. Então é preciso entender que elas não são a realidade. A imagem de uma mesa, por exemplo, não é a mesa em sí. Assim como a palavra"mesa" não é a mesa. A imagem, assim como a palavra é linguagem, então precisa ser decodificada, assim como para lermos isto tudo, precisamos de um código comum(alfabeto) e acima de tudo, capacidade de reflexão.

Mas vamos com calma... Vejam o caso do belo trabalho da bela Kelli Connel.
Preste atenção nas imagens brilhantes por sí mesmas, mas procure ir além, ou se manjar um pouco de inglês vá na seção "information" e entenda de que maneira ela resolveu discutir os conceitos de imagem, identidade, realidade x ficção e o scambau. Depois a gente monologa mais sobre o assunto.

E pra não perder o hábito: regue tudo isto com o delicioso azeite que que é a voz desta ex-carcereira cinquentona Sharon jones + Dap-kings
(que é aquela "bandinha" fodona que acompanha a fuckinfreakplus da Amy adega( ou casa de vinho?)

Estamos aí de volta

Capisci?



go sharon go

Um comentário:

Anônimo disse...

Caalho João, fui ver o trampo da Collu Connell, muito louco! Além do questionamento óbvio da credibilidade da fotografia como testemunha ocular da realidade ainda de quebra zoa com a estreita noção do tempo espaço, etc, etc e outras questões filosóficas que no momento o hd arriado ainda tá fazendo o download. Escrevo esse coments ao som dos podcasts fódão que tu falou, não acreditei e fui lá vê. AStaluego...

Ah! ducas lo blogos!!!!